segunda-feira, 26 de julho de 2010

Inclusão

N.A.C.  tem 52 anos e aos 18 anos teve sua primeira internação psiquiátrica. A partir daí passou a vida indo e voltando de hospitais psiquiátricos. Após ter alta e retornar para a família demonstrou muita dificuldade de se adaptar a realidade social, chegou a ir a pé para o hospital em outra cidade e pediu para ser internado novamente. Encaminhado ao Ambulatório de Saúde Mental de Pederneiras, iniciou sua participação no grupo de terapia ocupacional, onde foi proporcionado ao paciente um espaço de saúde para que o mesmo pudesse fazer, criar, construir e reconstruir sua história e se reconhecer como indivíduo participante do mundo real, proporcionando sua participação na vida cotidiana. Hoje N.A.C está há 3 anos e meio sem internação, raramente falta ao encontros do grupo e relata sempre que é muito grato por todos ali que ajudaram e o ajudam a manter sua participação na sociedade “Minhas queridas, se não fossem vocês o que seria da gente?!”
N.A.C. demonstrava grande vontade de que todos vissem seus desenhos, sentia-se realizado com isso. Foi então que as terapeutas tiveram a idéia de fazer um vídeo usando seus desenhos para que ele pudesse mostrar todos de uma só vez. Ele recebeu um DVD com a gravação do vídeo, demonstrou grande satisfação podendo mostrar aos vizinhos, parentes e amigos que foram em sua casa assistir, firmando assim, sua inclusão social.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

TETRA A TETRA


Numa situação diferente, onde não se vê muita alternativa, temos muito tempo para pensar, na maioria das vezes, buscando outros caminhos para realizar tarefas cotidianas, eis que, inconscientemente, nos vemos como em uma galeria de artes, com inúmeras formas de executar um mesmo trabalho. A terapia ocupacional é como um guia de artes, nos ajuda nessa imensa galeria a encontrar a melhor forma e nos adaptar às mais simples tarefas com funcionalidade e independência. Busque, crie, fortaleça, tente, repita até o êxito.

Somos usuários de próteses e órteses. Você pode nem imaginar, mas um óculos é uma órtese, SIM!! Você, neste exato momento pode estar usando uma órtese, nada mais é que uma adaptação para maior qualidade de vida. Se sua barreira é a vista embaçada ou cansada, use os óculos.

Encare desta forma, não é para ser “bonitinho”, mas sim FUNCIONAL!!! Ai esta, a Singularidade do ser, cada qual com suas deficiências e mobilidades reduzidas seja ela motora, cognitiva, déficit de atenção, velocidade de raciocínio. Independente de qual seja, use formas alternativas para executar suas tarefas, seja funcional, seja singular sem a vergonha de ser feliz.


quarta-feira, 14 de julho de 2010


A Terapia Ocupacional não pode estar somente nos olhos de quem vê, mas sim, nos olhos de quem faz acontecer. Pessoas que fazem parte dos bastidores de um arduo e incrivel trabalho, muitas vezes para um pequeno resultado aos olhos de poucos, mas faz com que muitos outros olhos brilhem, pela riqueza de detalhes ou por superar expectativas de alguem que, por ignorar sua capacidade, supera e surpreende, se faz capaz.
Mesmo as gotas de suor, dee lágrimas, os cabelos brancos, as noites em claro, as estrategias, os sonhos derrubados, as crises e conflitos ideológicos, tudo isso se perde em esquecimento com um simples movimento. A singularidade da funcionalidade. Movimentos finos, macro ou micros, as pinças, a "independencia", o resultado. mostraremos aqui, não o esforço diario, mas sim, o resultado final, do gratificante trabalho, a Terapia Ocupacional.